novoblog-novoblog-novoblog-novoblog-novoblog-novoblog-novoblog-novoblog-novoblog

http://1tironocu.blogspot.com/



Escrito por Papai às 17h09
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny tinha pouca experiência com as drogas...

Com as ilícitas, pois, com as lícitas ele tava acostumado. A família toda bebia, o vô, a vó, o pai, a tia, o cachorro... de licor irlandês à caninha de Santo Antônio da Patrulha, mas os outros tóxicos ele demorou a ter contato. Tinha até um certo preconceito, pois, desde pequeno ouvia o vô idalécio contar a história de um vizinho maconheiro que enfumaçava o bairro. Um dia o velho bebado e indignado com a neblina bateu na porta do indivíduo, quando a porta se abriu ele gritou:

- Já que tu divide o fedor da tua erva comigo, eu vim dividir o gosto da minha canha contigo!

Depois cuspiu na cara do elemento, o mais destilado cuspe de bêbado.

Mas um dia Jhonny é convidado para uma festa na baia do "morcego". O J. não o compreendia bem o rapaz, parecia um tanto triste para festas, andava sempre com os olhos vermelhos. Não devia ter grana pra fazer uma festa, pois, tava sempre com fome, nosso rapaz até lançava umas bolachas na dele. Mas festa é festa, e geralmente tem mulher, portanto – Jhonny no ataque.

A casa do morcego era grandona, a festa tava meia-boca, só tocava bob marley. Porém tinha bastante bebida, tinha até rango (e o fdp pedindo bolacha dos outros). O ruim que um bom número mulheres sumiu no meio da festa e o dono da casa ninguém tinha visto a noite toda.

Lá pelas duas da madruga, quando a bira abateu, J. foi porcurar um lugar pra dormir – já que não tinha conseguido pegar ninguém. Ele abre uma porta e uma nuvem de fumaça quase o sufoca. Lá dentro estava o morcego, o pituca e mais umas 7 minas. Todos fumando um cigarrinho estranho. Eles estavam adorando a festa, não paravam de rir um minuto. Aí, o morcego gritou:

- aí brow, quer dar um peguinha?

- Vô dá um pega na tua cara! Tá me estranhando? Meu negócio é mulher!

- Íhhh brow relaxa. É um peguinha no baseado. Fuminho maroto, Falô!

Jhonny sentiu que participar aquele ritual fumageiro era necessário para a sua presença ali. Ele não queria sair. Tinha muita mulher, e elas estavam muito alegres, sexo garantido. Nosso rapaz fumou, prensou, tossiu, cuspiu. Achou uma merda, não deu brilho, mas a guriazinhas adoraram. Em 2 rodadas J. se fez de doidão e se grudou nos peitos de uma loira. Ela só ria. Ele pensou: "tá gostando!". Arrastou ela pro canto e meteu ali mesmo. foi bem gostoso. Quando ele acende o tradicional cigarro de fim noite, ela foge e diz:

- Cara não faz isso, essa fumaça tá destruindo a tua saúde!

A noite terminou bem. Mas quando chegou em casa Jhonny fedia a capim-locura, seu experiente pai logo percebeu. Ao invés da surra... lhe deu algo muito pior... o telefone de um fornecedor que vendia meio-a-meio. Meio erva, meio bosta de vaca. Meses depois ao saber da verdade, o Jovem aprende a lição.



Escrito por Papai às 12h29
[] [envie esta mensagem] []




Jhonny não gostava de negros...

 

...nem de arianos, ou pardos, ou amarelos, rosas etc... não era questão de racismo, é que o negócio de J. sempre foi mulher. E nessa sua ânsia de comer o mundo inteiro tinha uma figurinha que não entrara em seu álbum,um tipo maravilhoso de mulher – a negra. Aos 22 anos ele já tinha provado de todas as frutas menos da mais achocolatada. Isso já estava virando uma fissura para ele que afirmava se lembrar da sua ama-de-leite; uma crioula de seios fartos e deliciosos de onde saia o mais nutritivo leite. Ainda mais quando o seu avô idalécio botava pilha: "- Coisa bem boa é uma neguinha, ahhh guri, é um vulcãozinho, tem que vê, tem que vê".

 

Isso chateava Jhonny, álbum que falta uma figura, não é álbum completo. Então ele decidiu estabelecer um prazo 2 meses pra conseguir uma por bem.. ou senão ia pagando mesmo.

 

E J. se entregou com denodo a essa causa. Pagode na restinga? Ele tava! Baile funk na cruzeiro? Tava! Dia de iemanjá em cidreira... e lá tava ele todo de branco tomando passe e largando barquinho pra chamar atenção das irmãs.

 

ma já se passava um mês e nada, tirando um incidente poético no meio do baile funk, onde:

 

a menina roçou, roçou,

J. encoxou e se excitou,

A cueca não guentou e estourou,

A guria (vagabunda) se assustou e gritou,

O segurança chegou... E Jhonny se lascou.

 

Ele não gostava de trapaças,era um rapaz do bem,  mas como estava perto do fim do prazo teve que apelar para o lado mais fraco das pessoas: a fé. De tanto freqüentar a área - atrás de presas - ficou amigo do pai-de-santo do morro da tuca, e com ele fez um acordo.Em troca de uma bela oferenda, monetária. A primeira negra gostosa que entrasse teria o seu futuro bem traçado nos búzios...

 

"zifia vai te futuro bom! Ôgum iê! Um pincepi sem cô vai cruza ocê, oge! Amô bom zifia! Cê num pó perde! Furunfa logo pô amô vingá. Zifia encantada, pai vê zifia muito feliz, feliz! Ôgum iê!" *

 

... a moça mal coloca o pé fora do terreiro e J. desaba de uma bicicleta a sua frente. "Búzios-express" pensou a ela. "Ogum não faia"! na mesma noite os dois já estavam fudendo dipézinho atrás da igreja do bairro... ele chamava ela de "pretinha" e ela chamava ele de "meu - negão" (devido aos seus dotes afro-genitais).

 

Realmente o velho avô tinha razão, a moça era competentíssima no babado. Uma das melhores que Jhonny provou e haveria de provar.  O namoro não vingou por 2 motivos: primeiro, o pai da moça era racista, não admitia a descendência bugre do rapaz; segundo,  o pai-de-santo foi preso - por trafico de drogas - um mês depois... os dePUTAdos divulgaram integralmente seu diário, na famosa CPI dos orixás.

 

Jhonny perdeu seu bom-bonzinho, mas pôde exibir o álbum pra gurizada!

 

 

*legenda (“minha filha você terá um bom futuro! salve Ogum! Um príncipe sem cor (branco) cruzará seu destino, hoje! Amor bom, minha filha! Você não pode perder! Tenha relações rapidamente para o amor ser mais intenso. Encantada, eu vejo minha filha feliz, muito feliz! Salve Ogum!”)

 



Escrito por Papai às 14h58
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny não gosta de histórias...

Mas o pai dele sim... o velho adora contar tudo quanto é tipo de história. De velório de tio à fantasiosas fodas homéricas. Principalmente as mais cabeludas. A história que J. menos gostava era a sua, a sua pré-história. Isso na verdade era a versão do velho de como ele conseguiu "conquistar" a mamãe de Jhonny.

E era assim, sempre que estava de bêbado, 3x por semana no mínimo, ele sentava (a força) o filho ainda menino no sofá e começava a contar – enquanto J. chorava e tapava os ouvidos.

- A tua mãe era gostosa, ô como era gostosa, torta de tão gostosa.

- Eu não quero ouvir, não queroouvir, nãoqueroouvi.... repetia J..

...e por ai o velho seguia, bebendo e contando: -  A tu a mãe já tinha trepado com metade do bairro - ô mulher fogosa, até com uma amiga dela a katienny ela tinha dormido. E pra mim nada, nem um bitoquinha. E como eu homenageie tua mãe – ô mulher boa. E ela nada, nem me dava bola.

- tu sabe que o pai aqui é galo cinza, não ia desiste tão fácil???

... Um dia numa festa na casa do whellington paulo eu vi ela... linda com aquela mini-saia e a garrafa de conhaque na mão. E como bebia, era páreo duro. beia mais que eu, ô mulher alegre. 3 horas depois, e eu ainda liso, encontro ela desmaiada no canto em que eu iria me jogar de tão bêbado.

Assim como todo bom cavalheiro faria: olhei para os lados para ver se ninguem estava vendo e a arrastei para a cama da mãe do dono da casa...

- CHEGA.........!!!!! grita o jovem em desespero.

- cala a boca piá! [pleft, pleft]

...levei ela pra cama – ô mulher gostosa. Que coxas, que peitinhos. Naquele momento eu senti que ela me amava. Estava entregue as minhas caricias, clamando pelo meu carinho. E com todo o amor reprimido que eu tinha pra lhe dar puxei calcinha pro lado e.... Ahhhh, sinto até hoje aquela felicidade – ô mulher boa, e ainda era apertadinha.  ahhh...

.... quando ela acordou, acho que não gostou de me ver dormindo pelado; abraçado e, segurando a têta dela, pois cuspiu em mim e saiu correndo. mas era amor, eu sei que era amor...

- AHHHH... tu mordeu minha mão piá filho-da-puta... [scatapleft]

Jhonny mordeu a mão do velho e fugiu pela janela, seu pai tentou correr mas tropeçou e acabou (bêbado) dormindo por ali mesmo. Mas Jhonny sabia que não era o fim, sabia que teria que ouvir o resto da história. e a mesma história toda infinitas vezes, até que a cirrose derrubasse o velho.



Escrito por Papai às 12h40
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny não gostava que o acordassem...

Eram três da matina numa fria noite de inverno quando J. é acordado por uma forte luz em seu quarto. Era um homem barbudo circundado por uma luz branca. J. pensou estar chapado ou sonhando para receber um cavaleiro do zodíaco em seu quarto na madrugada. Achou melhor virar para o lado e continuar dormindo.

De repente a luz lhe chama:

"- Jovem, vim para lhe salvar."

Revoltado, mas ainda sonolento, o jovem retruca:

- Porra! e não da pra me salvar amanha perto das 11h?

A imagem volta a falar: "- sei que está vivendo uma vida impura, vim pra te trazer a luz..." quando é interrompida por Jhonny: - perai! como é que tu entrou no meu quarto? Tá maluco!? Que que tu qué? Grita ele enquanto pega a faca do rambo que guarda no bidê. Acuado o homem da luz fala calmamente:

"- Eu sou a verdade a luz..." TU É MALUCO, interrompe J. enquanto pula encima do invasor com a adaga na mão,e gritando VAZA! Há uma breve luta entre os dois. Jhonny leva três socos, mas deixa o invasor sangrando, faz um buraco nas duas mãos do indivíduo com uma única facada. Acuado o intruso foge atravessando a parede e gritando:

"- VAI PRO DIABO QUE TE CARREGUE".

Então Jhonny volta a dormir como um anjo.



Escrito por Papai às 17h04
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny era legal com suas namoradas...

Jhonny estava numa boa fase em sua vida. Tinha conhecido ritinha, moça bonita, gostosa e bem de vida. ritinha era uma dessas moças que vem ao mundo só para serem bonitas. O pai era empresário e sempre deu a ela tudo do bom e do melhor. Tanto que as 23 anos ela tinha carro, fazia faculdade em universidade particular (e chique), academia, inglês e o caralho à quattro, tudo isso sem nenhuma preocupação com o futuro.

Jhonny se encantou com a beleza e a despreocupação do ser que ela possuía. Festa, os dois bêbados e ele dá o bote certo. duas semanas depois ele já tomava banho na piscina e no martini do pai da moça. Ela se encantou com ele, ele se acomodou com ela.

rita pagava tudo, dava bons presentes e gostava de sexo. Faziam um sexo meio burocrático. Jhonny achava que o traseiro era a melhor parte do corpo dela, melhor até mesmo do que a cara. Mas ritinha não queria dar o seu melhor. isso deixava ele um tanto triste.

Moças como rita nos fazem bem, o problema é que elas pensam que somos produtos. Logo ele percebeu que algo estava diferente, ela havia encontrado uma nova moda, outro brinquedo que não era ele. Jhonny descobriu que ela iria acabar o namoro no Domingo, já prometera isso ao outro.

O estopim para que Jhonny projetasse sua vingança. Combinou um jantar romântico no Sábado, em um dos bons motéis da cidade. Na cabeça dela, a ultima noite, a despedida, aceitou. J. calibrou o vinho dela, deixou mais "fortinho". Ela inocentemente caiu. Quando ela já não tinha condições de resistir, ele a levou pra cama, colocou ela de bruços.. com um travesseiro sob o ventre e... sem cuspe, sem nada, navegou por mares nunca dantes navegados.

Na manhã seguinte (dia em que ela despacharia J.) ritinha acordou com uma leve ardência, mas com os sentimentos mudados. Acordou amando Jhonny, um violento amor existencial, mas ele não estava ao seu lado na cama, nem estava mais no quarto. Só sobrou um bilhete no bidê dizendo.

"- Até nunca mais arrombadinha"

Naquele dia ela teve o prejuízo do amor, do motel e do hipoglos...



Escrito por Papai às 16h41
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny gostava de seu nome...

Ele não entendia o porquê de ser o único com nome diferente em meio a pedro’s, paulo’s, roberto’s, romário’s e etc. Sabia que sua mãe queria que seu nome fosse "davi", ele odiava esse nome. O pai de Jhonny escolheu esse nome um tanto americanizado não por adorar o USA ou sua imposição cultural. O velho sempre dizia "os americanos vêem fudendo o mundo inteiro há anos". E ele queria que seu filho fizesse o mesmo.

Travou-se uma pequena disputa entre o nome que a mãe queria e o nome que o pai queria. Como a mãe de J. morreu no parto, o velho saboreou a vitória e impôs sua escolha. Pra revolta da sua sogra que até hoje chama o rapaz de "davizinho" enquanto ele estica o dedo médio para a velha.

O nome nunca lhe deu problemas. É difícil de rimar o que lhe poupa de apelidinhos e musiquinhas de crianças e adultos atormentados. Ajuda muito com as mulheres. Elas dizer ser sexy. Teve até uma que tatuou no pulso "Jhonny" dentro de um coração. Ele odiava aquilo. Imagina só ver seu nome tatuado na comida. Jhonny não era narcisista. Largou a moça que hoje, com o mesmo pulso ainda tatuado, toca punhetas por ai em outros caras; envergonhando o nome de J.



Escrito por Papai às 15h42
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny era uma rapaz apaixonado...

Jhonny tinha uma certa facilidade em conquistar garotas, talvez pelo fato dele Ter um pênis grande, ou pela sua beleza e charme de predador. O fato é: ele nunca perdera uma presa que desejasse com afinco. Mas tinha uma garota, colega sua. Nota 7.5, nada demais. Ela mexia com ele de uma forma diferente, além do estufamento involuntário de cueca. Algo estava errado, talvez fosse sentimento.

Por algum motivo que J. não sabia explicar ela não lhe dava bola. Ela já havia cortado-o. deixado nosso pobre herói com um sensação de derrota. O bife fugira de seu prato. e o único sexo que praticou com ela foi o solitário.

Certo dia, já conformado com o fato de não faturar jacira ele a vê de amassos na escola com um outro alguém. E o pior.. mais feio do que ele. O jovem rapaz não teve duvidas. Foi até os dois. os afastou. deu um rapa no malandro. Três bicos nas costelas e se virou para ela que o olhava com olhar de espanto. Rolou um olhar carinhoso entre os dois; até Jhonny gritar: - vagabunda! E enfiar a mão nos cornos dela.

Mais uma vez ele teve de explicar como funcionava a vida para a diretora do colégio. A diretora não chamava mais o pai de J. à escola o velho sempre achava que o garoto estava certo e a diretora errada. Ocorrência, suspensão, férias, uma semana.

Na volta ao colégio (nunca às aulas) percebeu que jacira o olhava de um jeito diferente, não era raiva nem medo. Um mês depois ele encontra em sua mochila uma carta de amor. Para sua surpresa a mesa virara, agora a moça nutria sentimento por ele. O momento ideal para que a vingança fosse feita através da indiferença e do repúdio.

Jhonny comeu jacira no banheiro da escola três meses depois do fatídico episódio. Então viu que não era amor.



Escrito por Papai às 17h26
[] [envie esta mensagem] []



Jhonny não gostava de pessoas gordas...

Devia ser algum trauma com as tias do colégio ou com cobradores de ônibus, mas esse era um dos poucos preconceitos dele.

Ele sempre ouvia seu pai falar mal de gordos. Que eram pessoas viciadas, preguiçosas, gulosas e egoístas, além de pouco atrativas sexualmente. Se bem que quando bebiam juntos o velho lhe confessava já ter traçado um lombinho.

Esse preconceito prejudicava as intenções dele de "faturar" o mundo. Pois, devido a uma má alimentação geral a tendência era de que se tivesse cada vez mais gordinhas no mercado, e assim, o alimento ficaria cada vez mais raro para ele.

Decidiu que teria que se adaptar para sobreviver, foi a uma churrascaria. Encheu a cara. Com um objetivo em vista... uma gordinha sentada sozinha na mesa mais perto de churrasqueira. Bonitinha até um metro e sessenta, + ou – 100 quilos e meia picanha por bocada.

Jhonny achou que era demais. Preferiu cantar a garçonete, gordinha média. Estranhamente ele se dera bem com a janete, marcou uma ponte com ela no sábado em sua casa. Convite simples: Lasanha, vinho, chocolate e um filme romântico. Uma gordinha resistiria?

Tudo certo, ele deu uma grana para que seu pai lhe liberasse a casa e preparou o matadouro. Janete chegou elegante. Comeu 80% da lasanha e bebeu parelho 3 garrafas de vinho com o anfitrião. Tudo transcorria como programado. Dvd rolando os dois deitados na cama ela de bochechas rosadas.5 minutos e os dois já sem roupas! Pela primeira vez Jhonny quis apagar a luz; e o crime foi feito.

Não foi tão ruim, o aparelho era igual ao das "magrinhas" o problema era o design geral. Ele nunca mais ligou, e nem voltou a churrascaria. Mesmo sabendo do prejuízo quantitativo preferiu não se forçar.

Dias depois sentiu umas dores de cabeça, um certo cansaço. Seu médico diagnosticou no ato...colesterol alto.



Escrito por Papai às 17h07
[] [envie esta mensagem] []



[ ver mensagens anteriores ]


Histórico
    Votação
    Dê uma nota para meu blog